"Síndrome de Artista" - Igreja Batista de Campos Eliseos
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“Síndrome de Artista”

Os cuidados que um líder deve observar, não estão voltados somente sob uma ótica de planejamentos, técnicas, gerenciamento de gestão administrativas e de recursos humanos, mas também da própria maneira como o líder se autoconsidera em relação aos desafios e cumprimento da organização e como trata seus parceiros de trabalho.

Nesses últimos anos estudos sobre o líder-servo diz que, o líder-servo não é alguém que vive dando ordens dominadoras a espera de subordinação de seus vassalos, ou muito menos de um líder ditador que demonstra a falta de interesse em ouvir, e não acredita que seus liderados tenham potencial, criatividade e inteligência.

Líderes autocratas com sentimento de superioridade desenvolve um ambiente de pessoas buscando aprovação, ou seja, “puxando o saco”, não precisamos de líderes ou pessoas assim. Esse novo pensar de liderança o líder-servo não é uma descoberta dos estudiosos contemporâneos (ler “ O monge e o executivo), mas é uma volta de princípios ético-bíblicos de liderança e precisamos reaprende-los.

Na igreja a liderança altiva pode ser chamada de “SÍNDROME DE ARTISTA”, isto é, o líder, pastor, ministro de educação e de música, etc., por ter uma capacidade e habilidade melhor do que os outros, e por isso acredita que tudo deve ser centralizado em seu comando e a partir do seu “trono”. O pior é que, por causa da boa performance que é o combustível da pessoa altiva a vivenciar e ter relacionamentos com os outros, a ideia gira em torno de que “sem mim nada podeis fazer” e acreditando ser uma pessoa indispensável, tendo uma visão de que o mundo gira em torno dele.

A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.Provérbios 16.18

A pessoa que tem a “SÍNDROME DE ARTISTA” não tem como índole princípios de altruísmo, de respeito e diálogo, mas movidos de impulsos arrogantes, beirando a paranoia, a ponto de, se alguém discorda ou lhe der uma negativa, imediatamente se sente vitimado, perseguido torcendo a realidade dos fatos porque não foram atendidos os seus caprichos.

Na Igreja e no reino de Deus o portador da “SÍNDROME DE ARTISTA”, não serve a Deus como servo, que tem como objetivo de motivar e mobilizar pessoas a também servirem na Igreja, não colocando a técnica e habilidade maior do que Deus e maior do que seus irmãos; mas, ao invés disso quer ser reconhecido como o “magistral”, necessitando de aplausos, homenagens para abastecer e inflacionar o seu ego.

A habilidade, a técnica e a arte substituem a espiritualidade, a compaixão e o respeito aos outros, que serão apenas seus “capachos”. As virtudes cristãs e bíblicas e os sentimentos ideais são jogados no lixo, pois só é valido a opinião desse líder arrogante e soberbo, se estiver de acordo com esse líder vai para na “casa grande”, e se contrariado as pessoas vai parar na “senzala”.

O líder-servo apesar de ser hábil reconhece sua pequenez, não um engano de falsa humildade. Reconhece que Deus o usa para abençoar vidas, que sua vida só tem valor diante das misericórdias de Deus, que o nutre de humildade, respeito e diálogo, consciente também de que ele é uma ovelha do grande rebanho sob o comando do Supremo Pastor e Mestre Jesus Cristo, que é o dono das nossas vidas, dons, talentos e habilidades.

A cura para quem possui a “SÍNDROME DE ARISTA”, precisa estar diariamente aos pés da cruz, pedindo para que Deus transforme primeiro sua vida.

Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.” Salmos 139.23,24

Texto adaptado de Lourenço Stelio Rega “Síndrome de Artista”

SEU IRMÃO, SERVO E PASTOR
ANDRÉ ALBUQUERQUE
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Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.Mateus 6.10